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A Semana de Meio Ambiente 2020 começa com uma boa notícia para o setor de reciclagem. Trinta e cinco entidades de setores distintos se uniram a uma iniciativa conjunta das Frentes Parlamentares da Economia Verde, em Defesa da Cadeia Produtiva da Reciclagem e Ambientalista, pela retomada do setor de reciclagem brasileiro, em especial o serviço de coleta seletiva e o trabalho das cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Os deputados presidentes das Frentes encaminharam documento ao governo federal, no dia 28 de maio de 2020, com exposição de motivos de se adotar um protocolo rígido de proteção à saúde dos profissionais envolvidos.

Reciclagem em meio à pandemia

Estudo realizado pelo Bureau of International Recycling aponta que o Brasil é um dos poucos locais que, em meio à pandemia, não manteve as atividades de reciclagem. Sem os serviços de coleta seletiva e o trabalho dos catadores, todo o resíduo coletado nas cidades é encaminhado diretamente para aterros e lixões, reduzindo a vida útil desses espaços e elevando o risco de danos à saúde das pessoas. Países como China, Estados Unidos, Itália, Espanha, França, Canadá, Inglaterra, Alemanha e Chile, autorizaram o funcionamento de empresas que coletam, fazem a triagem e processam materiais recicláveis, por considerarem essenciais à saúde e ao meio ambiente.

Ações solidárias

Aproximadamente 800 mil catadores atuam nesse setor no Brasil, de acordo com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). É uma categoria profissional de baixa renda, suscetível a sofrer com maior intensidade os efeitos da paralisação dos seus serviços em função da pandemia. Esses profissionais se encontram vulneráveis social e economicamente, dependentes de ações solidárias para sobrevivência e ainda tendo que cumprir com as obrigações financeiras das cooperativas, atualmente fechadas.

Manual para prevenção

Para retomarem os trabalhos com segurança, as cooperativas de catadores devem adotar novas práticas de proteção à saúde adequadas ao momento, com observância às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e cumprimento da legislação aplicada. Essas orientações estão indicadas em manual elaborado pelo Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS), dado como referência pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), que faz parte do Observatório e também apoia a iniciativa.

O manual orienta pela reorganização das atividades de coleta, transporte, triagem, compactação, armazenagem e despacho para controlar os riscos de contaminação. Inclui utilização de EPCs e EPIs (Equipamentos de Proteção Coletiva e Individual) e a criação de mais um nível de prevenção: o de Equipamentos de Proteção Urbana (EPUs). São pontos de apoio aos catadores autônomos que servirão para orientar a população, assim como os catadores. A manutenção do controle sanitário e técnicas de controle de riscos na coleta seletiva e nos galpões também são contempladas no manual.

Incentivo parlamentar

A Frente Parlamentar da Economia Verde é coordenada pelo deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), a Ambientalista pelo também deputado Rodrigo Agostinho (PSB/SP) e a em Defesa da Cadeia Produtiva da Reciclagem pelo Carlos Gomes (Republicanos/RS).

Neste vídeo você conhece um pouco mais sobre os objetivos da Frente Parlamentar da Economia Verde: 

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