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De Blade Runner aos Vingadores

por | Autores Convidados

Sem muita pesquisa, a lista de filmes envolvendo a manutenção dos recursos naturais da Terra traz Blade Runner e o desequilíbrio do ecossistema; a aridez desoladora de Mad Max; a crise da energia solar de Matrix; a falta de água em Rango; e por aí vai com Pantera Negra, O Lorax, e tantos outros.

Na minha opinião, o mais encantador é Wall-e, animação em que o pequeno levantador de carga para alocação de lixo insiste em cumprir sua função em um planeta Terra abandonado e soterrado em resíduos de todo tipo. Sua `vida´ muda quando encontra Extra-terrestrial Vegetation Evaluator, a EVA, não mera referência à primeira mulher da humanidade, segundo a Bíblia. As críticas da época do lançamento chamavam a atenção para um aspecto intrigante, o longo período de introdução do filme em que as crianças simplesmente não se movem, coisa rara nessa fase da vida. Na geração do meu filho, sem dúvida, foi a primeira grande lição ambiental nas telas.

Qual não seria a temática do atual campeão de bilheterias, “Vingadores – Ultimato”, megaprodução que tem plateias repletas mundo a fora para assistir o fim da saga dos quadrinhos para as telas? Entre as habilidades de diversos super-heróis, ao gosto do cliente (ops! Fã, e o meu é o Hulk), seja pela personalidade ou por qualquer outra afinidade, o que move o vilão, Thanos, é a busca pelo equilíbrio do ecossistema para alcançar o poder e dominar o Planeta.

Admito que não sou nerd o bastante, nem cinéfila, nem especializada no assunto o suficiente, como todo jornalista, para fundamentar o efeito Thanos caso o roteiro no filme se tornasse realidade. Mas encontrei um artigo bem legal no @Canaltech ( O que aconteceria se Thanos tivesse matado metade dos seres vivos de verdade?), por sinal muito bem escrito por Rafael Rodrigues da Silva, e que replica a publicação do site científico @Earther para ajudar a ter algum paralelo. A matéria inclui estudos da comunidade acadêmica internacional e o texto é bem esclarecedor,mesmo para quem fugia das aulas de biologia.

A conservação do meio ambiente está nas ações de compliance de empresas de todos os portes, na vida prática, na educação e, sobretudo, nas artes. E o cinema faz bem a sua parte nisso, não só com as produções infantis, mas em blockbusters. A questão é: a reflexão também está nessa que é uma das formas mais populares de entretenimento. Em meio à tecnologia, recursos de alta definição, dramas inquietantes, maquiagens inimagináveis, ou sutilmente na mensagem, a conscientização sobre a necessidade de preservamos o meio ambiente está próxima de todos nós.

Para além do conteúdo irreverente e sem compromisso, o que pretendo é mostrar que até os mais distraídos incluem a sustentabilidade no seu dia a dia. Involuntariamente, a temática da conservação ambiental está na rotina, na realidade das pessoas. Só não pratica quem não quer.

Ainda para incrementar a filmografia, o portal #eCycle fez uma lista mais fundamentada e fica a dica: Filmes sobre sustentabilidade: uma lista com 11 indicações. E quem busca escancaradamente por cinema e sustentabilidade, uma iniciativa importante para conferir é a#Mostra Ecofalante, que está na oitava edição (este ano acontece de 30 de maio a 12 de junho) e promove a produção nacional educativa e socioambientalda melhor qualidade.

* Imagem de divulgação: WALL-E é um longa metragem animado estadunidense de 2008 produzido pela Pixar Animation Studios para a Walt Disney Pictures. 

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Cristiane Del Gaudio

Jornalista, assessora de imprensa, mulher, mãe e ser humano em defesa de um mundo melhor.